sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A Explosão do Satélite Americano e o Roubo da Petrobras





Na história do mundo existem diversos fatos que não deveriam, ou pelo menos não precisavam, ter ocorrido; são acontecimentos que podem ser classificados entre o "estúpido" e o "arrogante", factóides criados apenas para atingir os objetivos de determinada elite em detrimento da boa fé dos demais.

Pois bem, vamos aos fatos.

A China surpreendeu os Estados Unidos ao, utilizando-se de um míssel teleguiado, destruir um satélite em pleno espaço no dia 11 de janeiro deste ano. Os chineneses alegaram que era um antigo "satélite metereológico" e que precisavam destruí-lo antes que ele pudesse cair na terra; apesar da desculpa, o recado foi claro: "temos capacidade de atingir seus satélites". Considerando que as forças armadas americanas dependem fortemente de seu aparato tecnológico, incluíndo aí os satélites militares, logo soaram os alarmes e o Tio Sam colocou-se a criar uma situação de equílibrio.

A resposta foi rápida, os americanos "descobriram" um satélite, o L21, que estava à deriva e carregado de uma substância "tóxica", com o nome de hidrazina e que, coincidentemente também estava para cair na terra por estes dias.

Divulgaram o fato para o mundo todo, houve até apreensão (há o fato, ainda não confirmado, que numa cidadezinha ocorreu uma novena para que Ele ajudasse na mira), mas em 21 de fevereiro o missil ianque atinge seu objetivo e tudo volta ao normal.

Desta vez foram os chineses que reclamaram, alegando que os americanos estavam provocando e forçando uma corrida. Bem, esta realmente houve, com um breve espaço de pouco mais de um mês entre um lançamento e outro.

Interessante que aqui no Brasil as notícias sobre os eventos chineses não foram tão divulgados quanto os do lado americano, a verdade é que houve uma situação de quase pânico mundial apenas por conta de uma briga do tipo "eu também posso"; os fatos alegados nada mais foram do que manobra, instrumento de propaganda.

Voltando ao Brasil, em pleno escândalo dos cartões corporativos eis que surge a notícia do roubo da Petrobras.

Dizer que informações capazes de afetar a empresa e até mesmo a soberania nacional foram armazenadas dentro de alguns notebooks e estes por suas vez despachados dentro de um container e depois "deixados" num depósito de porto é substimar a inteligência nacional -"me poupe", diria uma antiga conhecida, mas parece que esta besteira está funcionando.

Vendo os jornais, muitas manchetes dos famigerados cartões corporativos foram substituídas pelas informações do caso da Petrobras, com direito a Polícia Federal e o "diabo a quatro" nas investigações; imaginam que somos tolos, o duro é que eles tem razão.

Chineses e americanos travam uma luta no espaço ( de olho na futura questão de Taiwan); no Brasil até o Evo Morales e a Argentina, quem diria, estão dando munição para outra cortina de fumaça com a questão do fornecimento de gás para aquecer o inverno do país vizinho.

É certo que esta vez Lula não será tão bonzinho com seus colegas, mas como no episódio dos notebooks, será apenas para que esqueçamos aquele caso dos cartões, que como é mesmo o nome ? Acho que já esqueci ! Mas, você viu o míssel dos americanos ?


para saber mais, e não esquecer:







terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Blue ray ganha do HD DVD. E Fidel renuncia


Político que se preza sempre vira piada carregada de analogias, mudam-se os personagens (às vezes as situações) mas não se perde o humor.
Existia uma piada sobre uma suposta reunião entre líderes do Brasil, Alemanha e Inglaterra (na época de Margareth Tatcher e da guerra das Malvinas ).
Durante um acalorado debate, a representante inglesa coloca os seios à mostra e diz: "são as Malvinas, ninguém toca !" O alemão baixa as calças, comprime as bandas (eu disse "bandas") e também grita: "são as Alemanhas, ninguém junta !" como não podia deixar de ser, o presidente brasileiro abre o zíper da calça e coloca o seu sobre a mesa (não preciso ser explícito) e brande: "este é o Brasil, ninguém levanta!"
Com o tempo as Alemanhas se reunificaram e milhares de turistas invandem todos os anos as Malvinas. Quanto ao Brasil, bom isto é opinião pessoal.
Nos anos 80 houve um grande embate entre dois sistemas de entretimento popular, uma luta entre os padrões Betamax e VHS. Apesar da superioridade tecnológica e de imagem do primeiro, o VHS venceu a parada.
Hoje as tecnologias se sucedem com rapidez impensável para as décadas passadas, assim mal entramos na época do CD e DVD e outro formato já vinha disputando nossas atenções, no caso o Blue-Ray e o HD-DVD. Vinha, porque a Toshiba, grande incentivadora do HD anunciou que irá descontinuar a produção do mesmo, aderindo ao Blue-Ray.
Ligo o computador e vejo que Fidel acaba de dizer que renuncia ao poder de Cuba.
Corro para a página virtual de notícias de Cuba, para "sentir" a emoção dos cubanos. É nesta página que vejo, logo abaixo da matéria de Fidel, a chamada para o artigo postado pelo "La Vanguardia" espanhol.
Ao final do texto, fica a incógnita dos órfãos do sistema que ora se vai: "¿Qué sucederá ahora con las personas que han adquirido un reproductor de HD DVD? Toshiba no ha anunciado ninguna acción al respecto".
Será que poderemos brindar com uma cuba-libre ?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A Capoeira e o Perdão de Nobuo Fujita



Volta às aulas, filas nos semáforos e nas entradas/saídas de escola, minha irritação em cada um destes lugares - ou melhor, intolerância com os que se acham espertos e cortam os caminhos.


A minha impaciência vem do descumprimento de regras que muitas vezes só existem em minha cabeça e o suposto infrator - que muitas vezes trato como inimigo - nem sempre sabe de minhas emoções, sou o único a sofrer por estas coisas desnecessárias.


Na televisão passa um documentário sobre o Brasil, um menino de 13 anos, que vive em Salvador e que, graças ao trabalho de um mestre em capoeira, libertou-se da mágoa de aos 05 anos ter visto o pai morrer baleado; antes ele era um garoto que vivia pela rua, na ilusão de uma vida fácil, o desejo de vingança no coração. Agora ele é um sorriso que se sobressai na roda, jovens que jogam a dança que possivelmente veio da África mas que tem um nome tupi-guarani, referente ao "mato baixo" em que originalmente jogavam.


Penso nas diversas situações de perdão e reconciliamento que existem pelo mundo e uma sobressai-se de forma honrosa, a história de Nobuo Fujita.


Este piloto da Força Aéra Japonesa, então com 31 anos, conseguiu em 09 de setembro de 1942 a proeza de ser o único a bombardear o solo continental norte-americano ( com exceção dos ataques de 11/set/2001). Conseguiu seu intento embarcando num submarino com seu avião desmontado; levado à costa do estado do Oregon, montou sua aeronave e partiu para a missão, despejando bombas incendiárias sobre a floresta da cidade de Brookings. Dois dias depois ele repetiu sua missão e partiu, certo de que as matas estavam em chamas. Ocorre que chovera naqueles dias e os focos de incêndio apagaram-se por si só; também não houve qualquer vítima em terra.


Como todos sabem, a guerra acabou, o tempo passou.


Em 1962 a história começa a ficar emocionante, quando Nobuo é convidado e aceita visitar a cidade que um dia atacou. Temendo ser julgado e morto, levou consigo seu sabre imperial, o mesmo portava nos ataques.


Porém, foi bem tratado e a empatia foi mútua, tanto que recebeu o título de Cidadão Honorário e, em gratidão, doou seu sabre para cidade, onde hoje está exposto no museu municipal.


Na floresta, plantou uma sequóia no exato local onde caiu uma de suas bombas. Junto à terra, após sua morte, parte de suas cinzas foram despejadas por sua filha, atendendo assim o seu desejo. Sem rancor, todos se reconciliaram, viveram e morreram de forma mais digna.



Se as pernas que lembram uma luta e as próprias bombas deram lugar à redenção, acredito que ainda temos um chance !



Para maiores informações, acesse:
http://www.elpais.com/articulo/reportajes/samurai/solitario/bombardeo/America/elpepusocdmg/20070805elpdmgrep_5/Tes

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O amor nos tempos do Google



Salve a globalização, e de quebra o google !


Antes tínhamos apenas uma data para aquela pessoa que se convencionou chamar de nossa cara-metade, o 12 de junho - "Dia dos Namorados".


Comemoração até pouco tempo restrita aos cursos de cultura anglo americana, os tais "cursos de inglês", o Valentine's Day americano vai conseguindo seu espaço. Em meio a tantas datas nefastas, algumas carregadas de ameaças do tipo PCC, considero esta inclusão um tanto bem-vinda.


Para os que não sabiam, ou não se lembravam, na data de 14 de fevereiro quem acessou o google foi brindado com uma imagem comemorativa à efeméride, sendo ela sugestiva por apresentar um casal de idade avançada, lembrando assim que o amor não tem idade nem validade.


Para quem não viu, tomo licença do google e a reproduzo acima.


Tudo a ver com google (que nos permite fazer as pesquisas), amor e tempo é uma história que ocorreu em 1º de junho de 1586 na cidade de Andong na hoje Coréia do Sul.


Voltemos um pouco mais no tempo: um jovem casal se une e faz as juras de amor, entre elas a de ficarem juntos até os cabelos embranquecerem; a moça engravida e vão levando a vida felizes.


Como sempre ocorre nas histórias de amor que teimam em ser perfeitas, o marido adoece e pouco tempo depois vem a falecer.


Na data de seu enterro, a jovem viúva arruma o caixão e deixa uma carta junto do corpo.


O tempo passou e agora, quando foram trocar o cemitério da cidade de local, a tumba revelou seus segredos e sua história, que ficara esquecida e desconhecida por todos estes séculos; ao seu modo, ela cumpriu a promessa pois teceu com seus próprios cabelos um par de sandálias para o amado esposo, que foi vestido com elas em seu esquife, e a carta mostra suas convicções: "Você dizia que queria viver comigo até que nosso cabelo ficasse branco. Como então me deixou aqui ? Volte secretamente para mim, tenho muito mais a lhe dizer, mas eu paro aqui".

Muitas vezes a gente se cala, mas o amor sempre encontra uma maneira de dar o seu recado !



A carta e as sandálias estão expostos no Andong National University Museum, vale a pena conferir a história e as imagens através do link: http://www.bugo10.com/bbs/viewbody.html?code=board5&page=1&id=10032&number=10032&keyfield=&key=


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Macieira Desce Macio


Para os mais íntimos de propagandas e bebedores de conhaque eu assumo que errei propositalmente no título: a bebida que "desce macio e reanima" é o Dreher e a marca Macieira é considerada um Brandy, uma denominação mais elegante para o conhaque.
Para os leigos estas informações pouco importam, e talvez menos ainda para quem as bebe; segundo pesquisa obtida em http://www.geocities.com/SouthBeach/Sandbar/4474/conhaque.html, "este público é composto de pessoas do sexo masculino, idade entre 20 e 40 anos, classes C e D. É um público formado principalmente por trabalhadores sem especialização, subempregados e mesmo braçais, com baixo nível de instrução".
O relatório é extremamente detalhado, com uma riqueza de informações e subsídios para qualquer agência de propaganda; considere-se ainda que se trata de um trabalho escolar e que, portanto, ainda não possui os macetes dos profissionais (como foi elaborado em junho/1993 é provável que agora estes alunos já sejam veteranos em sua profissão).
Mas vamos ao que realmente importa, pois não bebo e também não acredito que alguém tenha vindo até esta página para saber sobre marcas de conhaque.
Aos que chegaram até aqui, eu proponho uma brincadeira: visitar o site acima mencionado e substituir os nomes de conhaque pelos de políticos de nosso país. Para cada gosto, ou preferência partidária ideológica, haverá um correspondente. Além dos já citados, existe "o das multidões", o "Milagreiro" e até mesmo um com o sugestivo nome de "Presidente".
A brincadeira parece sem graça ? Coisa de quem não tem o que fazer ?
Pode ser. Mas acredite, os políticos se utilizam de pesquisas iguais para conseguir o nosso voto e, quando "falam direto em nosso coração" pode ter certeza que não estão fazendo nada além de repetir o que o marqueteiro oficial lhes passou; na brincadeira deles nem temos o direito de um nome, somos apenas um componente das porcentagens.
Acreditamos que irá descer macio, que nossa vida será na sombra de uma macieira e que teremos um presidente milagreiro. No final, pagamos a conta (sem cartão corporativo) e ficamos com a ressaca.
Aceita um engov ?

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Cartão Corporativo e Sexo Sonâmbulo


Eu sou daquele tipo que "se deu na BBC" então é verdade; este site inglês costuma ser minha referência em notícias, mesmo com a sua fama de conservador.
Pois bem, desta vez, dado o teor da notícia, recorri ao Google para ver se achava mais evidências sobre o caso supostamente ocorrido na Austrália, e não é que era verdade ?
A situação é a seguinte: o camarada acordava e encontrava diversas "camisinhas" espalhadas pela casa e nenhuma era sua (pelo menos ele não se lembrava de ter usado...) e sua esposa, "respeitável senhora de meia idade", é que parecia ter feito a festa, mesmo com o relacionamento do casal sendo considerado estável.
Uma noite ele acordou, a seguiu e verificou que ela saía à caça de outros homens, trazia-os para a sua casa e mantinha relações com eles. Na manhã seguinte, ela não se lembrava de nada.
O marido procurou ajuda na medicina e o caso da dita senhora foi diagnosticado com o de "sexo sonâmbulo", ou seja, ela fazia o que fazia sem ter consciência. Com a psicoterapia ela voltou ao normal.
Então eu me pergunto: não é fácil para uma mulher "acordada" encontrar um parceiro novo todas as noites, que dirá para uma que está "sonâmbula", ainda mais levando-os para casa e conseguindo "fazer" sem acordar o marido.
Esta talvez seja a desculpa perfeita: "não sabia de nada, estava dormindo".
Na minha avaliação, este australiano é mesmo muito ingênuo.
Nós brasileiros é que somos espertos, jamais aceitaríamos esta conversa.
Falando em Brasil, não poderia deixar de comentar sobre o uso dos cartões corparativos pelo integrantes do Governo Federal.
Tenho certeza de que tudo vai ser apurado, se ocorreu foi apenas porque nosso Governo não sabia, mas agora as providências vão ser tomadas e tudo voltará ao normal.
Como é que existe gente ingênua no mundo !

ps: quem quiser conferir sobre a matéria da BBC pode conferir no link:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2004/10/041015_sleepg.shtml

para acessar o Portal da Transparência, onde constam os gastos do Governo é um pouco mais difícil, o link é genérico e uma vez acessado têm que clicar em "cartões de pagamento" e depois diversos cliques no ministério desejado até abrir a tela com os nomes e destes os gastos ditos essenciais do governo:
http://www.portaltransparencia.gov.br/index4.asp

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Guatemala, Afeganistão, Brasil


Fim de semana longo, com um feriado de carnaval pra lá de convidativo ao prazer da leitura: pouco sol, muita chuva e filhos pequenos interessados apenas em brincar com o videogame.
Entre uma corrida de Gran Turismo e outra, passando por batalhas pelas Filipinas na Segunda Guerra, sem contar as ações politicamente incorretas de se roubar carros, encontro um tempo para colocar em dia a leitura das publicações semanais e mensais.
Tento a reflexão que me é possível, misturando sons dispersos de tambores com gritos de uma disputa pela posse do controle do jogo, além do infalível pedido de ajuda: "Paaai!" Não adianta eu perguntar o que querem, não haverá resposta, a única solução será levantar-me e ver o que se passa.
Encontrei meu espaço na mesa da cozinha, lendo as revistas Veja e National Geografic, tendo minhas conclusões entre um gole e outro de iogurte.
Concordo que esta não é uma situação habitual para este tipo de devaneio, normalmente as mesas de botecos se prestam melhor para este tipo de pensamento redentor, onde o álcool mostra as soluções para todos os tipos de problemas, desde a escalação do time que foi para a segunda divisão até a salvação do país.
Pois bem, foi neste último item que me detive, mas confesso que não foi por opção, somente aconteceu.
Na National duas reportagens se destacaram, sendo a primeira a da Guatemala, país da América Central, para onde milhares de latinos se dirigem com o objetivo de entrar no México e deste para o sonho americano.
O que mais me chamou a atenção foi uma foto de uma cidade na divisa com o México; a população local está prosperando com a indústria da travessia ilegal. Vê-se um jovem com uma moto adaptada para uso de táxi; ele veste-se com roupas novas e sua expressão é simples, o que denuncia ser recente a sua situação de relativo conforto econômico. Também se observa a presença de caminhonete, sinal óbvio de status para qualquer latino que se preza.
Pesquisando um pouco mais sobre a região e a própria cidade em si (viva o Google!), nota-se que a cidade é mantida apenas pelas condições favoráveis atuais e não se percebe qualquer esforço para a sustentabilidade futura.
"El Carmen" está na Guatemala, mas poderia estar em qualquer outro país da América Latina; existia uma antiga piada sobre indústria do móvel colonial em Itatiba; ela diz que assim o camarada que "enrica" com a fabricação de móveis suas primeiras providências são arranjar uma amante e comprar uma caminhonete. Inveja dos que não "enricaram" à parte, a verdade é que este tipo de indústria entrou em declínio nos anos 80 e hoje sustenta-se com móveis muitas vezes feitos em outras partes do país.
E o Afeganistão ? Dele vêm várias fotos numa reportagem emocionante sobre os hazaras, "povo laborioso" como diz a reportagem; depois descubro que um membro desta comunidade é uma personagem do badalado livro "O Caçador de Pipas" ( que cacete, não li este livro e agora que me vem um idéia genial descubro que já fizeram algo a respeito; tudo bem...).
Me detenho na imagem de um menino de 15 anos; ele fala sobre os talibãs que queimaram sua escola, mas ele persiste e diz que vai continuar seus estudos e se formar advogado. Não há ressentimento, nem resignação em suas palavras, nada que lembre os sentimentos da piadinha latina contada acima.
"Onde erramos ?" Na cozinha vazia não obtenho resposta.
Passo para a Veja, suas páginas amarelas trazem justamente uma reportagem sobre os latinos, onde a diretora de um instituto de estudos discorre sobre o povo deste continente.
Ela faz suas analogias para exemplificar seu ponto de vista; ao dizer sobre a descrença de muitos sobre o crescimento econômico, ela diz que "é como se houvesse uma festa e eu não fosse convidado". Heis uma latina "da gema"; sempre a esperar que lhe convidem, nunca tendo o trabalho de organizar a festa.
Lembro-me de uma antiga reportagem da televisão, onde entrevistaram uma moradora de Governador Valadares e a mesma afirmava que sua região possuía uma elevação em relação às demais pois seus habitantes emigravam para os Estados Unidos; em sua simplicidade, permeada pela ignorância própria dos acomodados, ela não considerava a possibilidade de fazerem eles mesmos um país melhor.
E no que isto tudo se traduz ?
Não tenho tempo para minhas conclusões, pois meu filho de 07 anos chama insistentemente para ajudá-lo a tirar uma "licença de corrida", precisa fazer um trajeto em 3 minutos e sempre estoura o tempo; confesso que tentei ontem o dia todo e não está fácil, sempre utilizo cerca de 03 segundos além do estabelecido. Sua cara de aborrecido me convence a deixar o iogurte e o teclado de lado.
Sei que apenas com muita dedicação e treino conseguirei vencer estes segundos.
Quanto aos anos de atraso de nossa américa latina, em especial do Brasil, deixo para quem bebeu muita birita neste carnaval (sim, eu votei no Lula...).